segunda-feira, 11 de abril de 2011

O paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais,

gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais,

ficamos acordados até muito mais tarde,

acordamos muito cansados,

lemos pouco, assistimos TV demais

e rezamos raramente.


Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver.

Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.


Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua

e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma;

dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;

escrevemos mais, mas aprendemos menos;

planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.


Construímos mais computadores para armazenar mais informação,

produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;

do homem grande de caráter pequeno;

excesso de reuniões e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos,

vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis,

das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você,

e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,

pois elas não estarão por aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo,

pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o)

e às pessoas que ama.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.


O segredo da vida não é ter tudo que você quer,

mas amar tudo que você tem!!!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.


George Carlin

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